MIsericórdia Pelos Aflitos - 10/02/06

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Ainda hoje, vos lembrastes que existem pessoas que não têm o que comer, que sofrem as agruras da fome.

Que existem pessoas que padecem de frio, porque não têm agasalhos.

Que outras há, que não têm abrigo, não têm teto e vivem no relento, sem ter onde repousar, que não o chão duro de alguma calçada ou sombrio local debaixo de pontes e viadutos, onde pensam estar mais seguros.

Há aqueles que sofrem dores físicas, vitimados por enfermidades cruéis, sem recursos para pagar os custos dos tratamentos médicos e dos remédios.

Outros há, enfermos da alma, que sofrem as agruras da solidão ou do desentendimento e que não têm um ombro amigo, que lhes possa dar sustento nem coração compadecido, que lhes dê abrigo à mente exaurida e ansiosa.

Mas, mesmo sabendo de tantas misérias e dores humanas, nem sempre correis a socorrer aquele que necessita de ajuda.

Guardais a moeda, porque pensais que ela vos poderá fazer falta amanhã.

Não doais a vestimenta, porque esperais que, no futuro, ainda vos sirva ao uso.

Não sentis misericórdia dos que sofrem, porque pensais que vós sofreis também.

E quando vos apiedais, realmente, de alguém, em alguma situação singular, pensais logo em jogos de ganhos fáceis ou fortunas inesperadas, na sorte grande, em recursos obtidos de maneira inusitada, para que possais ajudar, doando pequena parcela do tanto que vos couber, na verdade, sem de nada vos privar.

No entanto, uma simples palavra, um pedaço de pão, um copo de leite, um prato de comida, um agasalho que não mais vestis, um sapato em desuso, um remédio que vos sobre, farão bem a alguém que muito necessita.

Mas, se quiserdes, podereis fazer muito mais. Com um pouco dos vossos recursos, aprendei a repartir com quem precisa mais.

Com o pouco do que tendes, reparti com o que sofre de enfermidade no leito de dor.

Com os vossos cuidados, podereis socorrer alguém, doando do vosso tempo, das vossas habilidades na hora do vosso descanso, doando o vosso potencial de amor.
Aprendei a ouvir os que sofrem e a dizer-lhes palavras de esperança.

Aprendei a ter paciência com os velhos, que vos solicitam presença e atenção e com as crianças, que vos solicitam tutela.

Sede benevolentes uns com os outros, doando do vosso amor, sem preconceitos, para aqueles que se acercarem de vós.

Não doam as mães do próprio sangue e da sua seiva de vida, para que se alimentem os seus filhos?

Não se doam, os que se amam, as reservas das suas forças, em benefício uns dos outros?

Esse doar de vós mesmos, sem reservas, apenas pelo bem do próximo é que tem um peso maior na balança de Deus.

Batuíra
Mensagem psicografada, recebida em 10/02/06,
na Fraternidade Espírita Cristã Batuíra
( Ev. Seg. o Esp. Cap XIII – item 5 – “O óbolo da viúva)

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