Verdade e Luz - 07/09/07

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Regra de Conduta

Jesus muitas vezes ensinou através de parábolas, pequenas histórias muito comuns à forma de ensinamentos do seu tempo, mas que muitas vezes eram ininteligíveis aos sábios e aos doutos, aos que não tinham olhos de ver e ouvidos de ouvir, porém que não escapavam à percepção dos puros, dos simples e dos humildes, que lhes absorveram o principal ensinamento – a vivência de amor.

No entanto ao referir-se à humildade e à caridade, que é o amor em exercício, Ele era muito claro. Dava-as como regra de conduta para o ingresso ao Reino dos Céus.

E nós, homens viventes do 3º milênio como nos temos comportado diante dessa regra básica dos ensinamentos de Jesus?

Será que temos sido sempre humildes nos nossos relacionamentos, nas nossas convivências, porque o próximo sempre será a nossa referência: aquele que deve ser amado e respeitado como gostaríamos que nos amassem e nos respeitassem ou temos sido orgulhosos a ponto de julgar a conduta alheia nas situações mais simples, sempre acusando-a de imperfeições?

Inventamos histórias a respeito da conduta alheia, como que afirmando que somos melhores que os outros.

Temos guardado humildade perante o nosso conhecimento, o intelecto desenvolvido, as posses e a posição social ou continuamos julgando que os outros são incapazes, preguiçosos, acomodados e de pouca fé?

Temos sido humildes, o bastante, para reconhecer o valor do outro, começando em casa pelos nossos pais e irmãos, esposo e esposa, filhos, irmãos, para também incluir os amigos ou ainda os menosprezamos, porque no lar ganhamos mais dinheiro ou temos mais idade ou somos mais sábios, julgando-nos mais perfeitos e em melhores condições?

E no quesito caridade, como andamos?

Nem lhes falo em dar a esmola, o pão, o agasalho, o prato de comida, o remédio, que são atitudes mais fáceis de realizar, quando não se tem endurecido o coração.

Falo da caridade no lar, sendo pacientes e tolerantes uns com os outros, aceitando-nos sem queixas nem lamentações, jamais assumindo a posição de vítimas, pois que não o somos realmente.

E em relação ao amor distribuído ao nosso redor, aos que conosco convivem no trabalho e nas nossas comunidades? Amor esse que deve ser tecido de misericórdia e de piedade, de compreensão, de perdão e de espírito de renúncia ou seguimos orgulhosos, pensando saber muito por possuirmos muitos bens e dizendo que não precisamos de ninguém?

Ah, meus filhos! Não nos esqueçamos que a lição sublime de Jesus nos fala em amor e que a humildade é instrumento para termos acesso ao amor imbatível, que praticado e vivido recebe, entre os homens, o nome de caridade.

Batuíra
Mensagem psicografada, recebida em 07/09/07,
na Fraternidade Espírita Cristã Batuíra
Evangelho Segundo o Espiritismo – Capítulo XXIV – Itens 6 e 7

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