O Necessário e o Supérfluo 25/06/2011

Imprimir

 

Tem o homem, nesta vida, escolhido ser infeliz, porque, raramente, se contenta com o que tem.

Isso não quer dizer que deveis acomodar-vos, esperando que caia do céu o maná que alimenta ou então pensando que podereis permanecer em repouso, ociosos e que, ainda assim, amealhareis tesouros materiais e conhecimentos que ilustram o vosso espírito.

Não é bem assim! É preciso que cada qual se contente com o que é necessário para a sua vida.

Digo isso com relação a tudo o que podeis imaginar: bens materiais, conhecimentos, atividades de lazer e até mesmo aos vossos relacionamentos amorosos.

Deve sempre haver uma consciência responsável, que sabe o que basta, o que é realmente necessário para viver com dignidade e o que é sonho, miragem, idealismo imaturo, supérfluo mesmo.

Que cada criatura seja responsável pelas suas escolhas e pelo que faz, pois, com o uso do livre-arbítrio, escolhe bons ou maus caminhos. É feliz ou profundamente infeliz.

Todo abuso leva a momentos dolorosos.

A gula produz enfermidades.

A usura, a sordidez.

A crítica, a impiedade.

O sexo irresponsável, o adultério.

A vaidade excessiva, o orgulho.

O egoísmo, a solidão e o abandono.

Aquele que quer, sempre, apenas o melhor para si mesmo, parte em busca de momentos infelizes.

Mas, o que pensa no bem comum de todas as criaturas, está construindo o edifício da sua felicidade.

Tendes, hoje, meus filhos, o conhecimento gerador da consciência e da responsabilidade e podeis usar do livre-arbítrio.

Sois, portanto, os artífices da vossa própria felicidade, de acordo com o que escolherdes fazer.

Isso não vos é imposto com o sentido de castigar-vos ou de premiar-vos, mas sim com o espírito da liberdade de demonstrar o quanto já vos transformastes para melhor.

Aquele que se contenta com o que tem, sem seguir caminhos nefastos, encontra logo ali, a paz e o equilíbrio para uma vida melhor.

No entanto, quem quer tudo para si passando sobre a felicidade do seu próximo, com certeza, encontrará a dor, logo adiante, antes mesmo da sua próxima encarnação.

Newsletter







Destaques Batuíra