Falando de Caridade 16/05/2010

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Quantas vezes ouço-vos dizendo que gostaríeis de possuir vasta fortuna, para que pudésseis ajudar os necessitados, construindo creches, asilos, escolas, abrigos, hospitais, centros de lazer, melhorando a vida dos menos afortunados.

Viveis dizendo da piedade que sentis dos enfermos que sofrem, dos que passam por infortúnios terríveis, dos premidos pela miséria ou pelo preconceito de muitos.

No entanto, apesar de dizer-vos cheios de pena, não vos tenho visto estender a mão amiga no socorro destes sofredores.

Não vos encontro doando da roupa que sobra nos vossos armários; do remédio que não mais utilizais; do alimento estocado na vossa despensa nem na bondade com que deveríeis tratar os que vos procuram.

Para fazer a caridade, não precisais de ouro nem de autoridade pessoal. Basta querer ajudar com todo o sentimento misericordioso, doando sem humilhar a quem recebe, não só do dinheiro e dos bens de que dispões, mas também, do ouvir solidário e silencioso as queixas e lamentações; da palavra amorosa dita para levantar o ânimo de quem está caído; do sorriso amável até mesmo ao desconhecido que passa; da presença amiga no leito do enfermo; na paciência devotada aos mais velhos; na compreensão estendida aos jovens; na aceitação e no acolhimento da criança; enfim, na compreensão do sofrimento alheio e no socorro ao que sofre, sem busca de recompensas.

Dai, meus filhos, não do que vos sobra, mas do que tens para manter a vossa vida, descobrindo o momento de ajudar, dentro do vosso quotidiano, jamais deixando passar oportunidade alguma de servir, trabalhando e amando os que vos cercam.

Estareis, então, seguindo os preceitos da Lei de Amor, Justiça e Caridade, agindo consoante as palavras de Jesus:

“Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.

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