UNIDADE XX - Lei de Conservação e Destruição

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LEI DE CONSERVAÇÃO

Capítulo V e VI, das perguntas 702 à 765

Comece as reflexões sobre este tema questionando-se:

Esta reencarnação é importante para você?

Você conhece e pratica as leis divinas, que tem por objetivo o bem e o progresso?

O que está fazendo para ser um “ser” feliz?

Com a filosofia dos Espíritos, modifica-se, alarga-se as perspectivas em nós. O que nos cumpre procurar já não é a felicidade terrestre, mas sim, a melhoria contínua e o meio de a realizarmos é a observação da lei moral em todas as suas formas.

Léon Denis – Depois da Morte

A nossa felicidade, a qual estamos fadados, realizaremos mediante a nossa melhora como seres, e as reencarnações são oportunidades que recebemos para conquistar esta melhoria, assim para estar aqui, recebemos de Deus determinadas ferramentas, e uma delas é o instinto.

INSTINTO E INTELIGÊNCIA

O instinto é a força oculta que solicita os seres orgânicos à realização de atos espontâneos e involuntários, em vista à sua conservação.

Todo ato maquinal é instintivo; o que denota reflexão, combinação, uma deliberação, é intelectivo; um é livre o outro não o é.

O instinto é um guia sempre seguro e bom. Em um certo tempo, pode tornar-se inútil, mas jamais nocivo e só enfraquece pela predominância da inteligência.

A inteligência se revela por atos voluntários, refletidos, premeditados, combinados, segundo a oportunidade das circunstâncias. Incontestavelmente, isto é um atributo exclusivo da alma.

O instinto jamais se engana; a inteligência, pelo fato de ser livre, é por vezes sujeita a erro.

INSTINTO DE CONSERVAÇÃO

Todos nós possuímos instinto de conservação, sendo em uns de forma racional e em outros mecanicamente, mas todos possuímos, pois é uma lei natural e recebemos este instinto, para colaborar nos desígnios da Providência e porque temos necessidade de viver. É através da vida que nos aperfeiçoaremos cada vez mais como Espíritos.

“Essa lei natural, obriga o homem a prover as necessidades do corpo, pois sem saúde, sem força o trabalho é impossível.”

MEIOS DE CONSERVAÇÃO

Deus nos dá os meios para vivermos, faz a terra produzir exatamente o que necessitamos e o que nos é útil.

A Mãe Terra é uma mãe exemplar e se ocorre dela não produzir o bastante, para fornecer ao homem o necessário, é porque o homem emprega no supérfluo, o necessário.

Tudo que vem da natureza, são bens da terra e que são colocados ao dispor do homem.

Por que falta para alguns indivíduos meios de subsistência, mesmo tendo tanta abundância ao redor deles?

Há 2 motivos:

- Egoísmo do homem, que nem sempre faz o que deve.

- E por eles mesmos, que muitas vezes não dedicam com perseverança, a encontrar soluções e vencer os obstáculos, que lhe chegam como prova de exercitar sua firmeza e a sua paciência.

Existem situação de difícil subsistência que não depende, absolutamente, da vontade do homem, neste caso, trata-se de prova que o Espírito, já sabia, seria exposto. A sua submissão a vontade de Deus é o seu mérito, isto se a sua inteligência, não lhe permitiu sair da dificuldade.

“A terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus habitantes, quando os homens souberem administrar, segundo as leis de justiça, caridade e de amor ao próximo, os bens que ela dá. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 25, item 8”

GOZO DOS BENS DA TERRA

O uso dos bens da Terra é um direito de todos os homens, devida a necessidade de “viver”.

Estes bens são atrativos para instigar o homem ao cumprimento de sua missão e para o provar na tentação, e esta é justamente para lhe desenvolver a razão, para preservá-lo dos excessos, livrando-o dos abusos.

Nossos excessos, nos levam a aborrecimentos, e por isto nós mesmos, nos punimos quando nos damos conta de nossas atitudes.

Abdicando da razão que Deus nos deu, com os excessos, concedemos espaço a nossa natureza animal, sobre a espiritual, e aí vem as doenças, os tormentos, a decadência e a própria morte, como punição da transgressão da lei de Deus.

NECESSÁRIO E SUPÉRFLUO

Um homem sensato conhece o limite do necessário por intuição e muitos outros conhecem este limite à custas de suas próprias experiências.

A sua própria organização natural aponta este limite, mas o homem é insaciável. Os seus vícios alteram a sua constituição e criam necessidades artificiais, supérfluas.

Engajando no supérfluo, exploram os benefícios da civilização, prejudicando os que não tem sequer o necessário. Mostram que desconhecem a lei de Deus e responderão, pelas privações que ocasionarem a quem quer que seja.

EM BUSCA DO O BEM ESTAR

A Lei de Conservação nos obriga a prover as necessidades do corpo físico, porque sem energia e sem saúde, o trabalho, a nossa tarefa aqui na terra seria impossível, assim o homem busca o bem-estar de uma forma natural, o que difere do abuso deste, quando conquistado à custas de alguém e se não enfraqueceu suas forças morais e físicas.

ALIMENTAÇÃO

Tudo que o homem possa se alimentar, sem prejuízo para sua saúde, é permitido.

Alguns não comem carne, mas esta é uma questão, que costuma gerar dúvida.

Na nossa constituição física, a carne nutre a carne, nosso organismo ainda pede este tipo de alimento, ou perecemos. Quando alguém deixa de obter os nutrientes da carne, tem que substituir por outros, pois seu corpo ainda necessita, assim o homem deve se alimentar conforme exige sua organização.

MUTILAÇÕES

Mutilar corpos e animais tem algum fim útil? O que é inútil e prejudicial não pode ser agradável a Deus.

Se elevarmos nossos sentimentos, nossa alma a Deus, se passarmos pelos sofrimentos naturais com resignação, isto sim será agradável, ou seja, praticando as leis de Deus ao invés de violá-las.

Devemos usarmos nosso corpo e nosso tempo em trabalhos úteis. Visitar indigentes, consolar os que choram e sofrem quietos, ajudar os enfermos incapacitados, sofrer privações para aliviar os infelizes...

Fustigar o nosso Espírito e não nosso corpo. Mortificar nosso orgulho e sufocar nosso egoísmo...

Isto sim é agradável a Deus e sem dúvida nos elevará.

PRIVAÇÕES VOLUNTÁRIAS/ MORTIFICAÇÕES

O nosso tempo na terra é precioso e será muito bem aproveitado, a medida do bem que fizermos.

A privações voluntárias serão meritórias, quando retiramos do necessário para dar aos que não tem, quando nos privarmos dos prazeres inúteis, quando resistirmos à tentação dos excessos e o gozo das coisas inúteis.

A vida de mortificações na prática de abstenção de prazeres, se não serve ao praticante e ainda o impede e fazer o bem, nada mais mostra do que egoísmo.

Submeter-se a privações no trabalho pelos outros, é a verdadeira mortificação, de acordo com a caridade cristã, que tanto pregamos. É com a prática do bem, que o homem se liberta da matéria e eleva a sua alma.

A VERDADEIRA VIDA

A verdadeira vida tanto para animal como para o homem, não está no invólucro corporal, mas sim no princípio inteligente que preexiste e sobrevive ao corpo.

Deus, o criador, em sua sabedoria infinita, faz com que os seres orgânicos, se nutram uns dos outros, assim há a destruição dos seres vivos, uns pelos outros.

Gênese – Capítulo III - Destruição dos seres vivos uns pelos outros.

LEI DE DESTRUIÇÃO

Questão 728: A destruição é uma lei da Natureza?

É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar porque isso a que chamais destruição não é mais que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos, assim, o que acreditamos ser algo para nos prejudicar, na verdade nos ajuda a evoluir.

INSTINTO DE DESTRUIÇÃO

O instinto de destruição dado ao seres vivos, tens fins providenciais e as criaturas são instrumentos de Deus, para atingir os seus fins. Se nutrem, se destroem entre si e assim mantem o equilíbrio da reprodução, que poderia ser excessiva.

A destruição é necessária para regeneração dos seres, mas existe meios de preservação e conservação, para que isto não ocorra antes do tempo necessário. A destruição antecipada, entrava o desenvolvimento do princípio inteligente, assim, foi por isto que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de se reproduzir.

DIREITO DE DESTRUIÇÃO DE ANIMAIS

O homem tem direito sobre a destruição de animais, quando é para se alimentar e para sua segurança, quando estes limites são ultrapassados é uma violação à lei de Deus.

Os animais destroem somente do que necessitam, mas o homem na sua ganância, destrói muito mais além do que necessita e arcará com os prejuízos.

DIMINUIÇÃO DA DESTRUIÇÃO

A necessidade de destruição diminui entre os homens à medida que o Espírito supera a matéria e é por isto que diante do horror, da destruição, vemos a seguir o desenvolvimento intelectual e moral nas criaturas. As pessoas se juntam em solidariedade, ajudando-se uns aos outros, buscando alternativas inteligentes para resolver a falta de algo.

FLAGELOS DESTRUIDORES

Os flagelos destruidores existem para que a humanidade avance mais depressa, pois a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos.

Nós vemos como flagelos, porque nos indignamos pelo prejuízo que nos causa (pessoal e material).

Nós recebemos de Deus sempre muitas oportunidades para progredir, mas não aproveitamos, assim esses flagelos vem para nos fazer sentir a própria fraqueza e castigar o nosso próprio orgulho.

Em um flagelo pode sucumbir bons e maus, sempre passando por situações necessárias para a sua evolução. O sofrimento que vem para que o Espírito, se adiante moralmente e se compreender e se passar por tudo sem lamentar, evoluirá ainda mais.

PREVINIR E EVITAR FLAGELOS

Muitos flagelos são consequências da própria imprevidência do homem, assim a medida que adquire conhecimento, poderá evita-los e preveni-los, se souber pesquisar as causas.

Há também os de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência, nestes, não há como se opor, não sendo possível nada mais que a resignação à vontade de Deus e até estes são geralmente mais agravados pela negligência do homem.

Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade de Deus. Permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, isto se ele não for dominado pelo egoísmo.

“Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes? Allan Kardec”

MEDO DA MORTE

Por que o homem, geralmente, tem um pavor, um horror instintivo pela morte, pela destruição do corpo, se ela nos conduz a uma vida melhor?

O homem tem tarefas a cumprir ao estar encarnado e prolongando sua vida, conseguirá cumpri-las. O instinto de conservação o sustenta nas suas provas, livrando-o do desânimo e uma voz secreta, o faz repelir a morte e entender que pode fazer alguma coisa pelo seu adiantamento e se um perigo o ameaça, ela o adverte de que deve aproveitar o tempo que Deus lhe Deu.

GUERRA

A guerra, as vezes é necessária para se conquistar a liberdade e progresso.

A medida que o homem progride, compreende a justiça e pratica a lei de Deus, assim a guerra se tornará menos frequente, até que um dia cesse e se ainda há, é porque sua natureza animal ainda se predomina, sobre a natureza espiritual.

Aqueles que provocam a guerra em seu proveito, expiará por todos os assassínios que causou, para satisfazer sua ambição.

ASSASSÍNIO

O assassínio é um crime ao olhos de Deus, pois se é tirada a vida de alguém, interrompemos uma vida de expiação ou de missão.

A vida de qualquer pessoa, em qualquer estágio, deve ser preservada, pois sabemos da importância da reencarnação para cada espírito.

Observação: Numa guerra, se constrangido pela força, o homem não será culpado, mas será responsável pelas crueldades que cometer.

CRUELDADE

Questão 752: Podemos ligar o sentimento de crueldade ao instinto de destruição?

É o próprio instinto de destruição no que ele tem de pior, porque, se a destruição é às vezes necessária, a crueldade jamais o é. Ela é sempre a consequência de uma natureza má.

A crueldade é dominante em alguns povos primitivos, porque a matéria ainda sobrepuja o espírito. Se entregam as instintos animais e por não ter outras necessidades além das do corpo, cuidam apenas de sua conservação.

O senso moral está em cada criatura e é este que o transformará em seres bons e humanos, quando este for desenvolvido, perderá pouco a pouco as faculdades puramente animais.

A humanidade progride e os homens dominados pelo instinto do mal, um dia desaparecerão.

DUELO

O duelo é um assassínio, por parte daquele que atenta contra a vida de alguém e é um suicídio, por parte daquele, que expõe sua vida. Um costumo bárbaro e ridículo, no qual o orgulho e a vaidade ainda falam alto nos seres.

“Quando os homens forem melhores e moralmente adiantados, compreenderão que o verdadeiro ponto de honra está acima das paixões terrenas e que não é matando ou se fazendo matar que se repara uma falta.

Comentário de Kardec: Há mais grandeza e verdadeira honra em se reconhecer culpado, quando se erra, ou em perdoar, quando se tem razão; e em todos os casos, em não se dar importância aos insultos que não podem atingir-nos.”

PENA DE MORTE

A pena de morte um dia, desaparecerá da legislação humana e apontará um progresso da Humanidade.

Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra e os homens não terão mais necessidade de ser julgados pelos homens, mas infelizmente, ainda estamos muito longe de tal atitude, pois nem todos os homens entenderam, que há meios se preservar do perigo, sem matar. Um dia, veremos estes atos como bárbaros.

“As leis dos homens se modificam com o progresso e se modificarão, para entrar em harmonia com as leis divinas, que são eternas.”

LEI DE DESTRUIÇÃO, É AMOR!

A lei de destruição dentre as leis em conjunto com a lei de Reprodução, é uma das que mais abrem possibilidades e oportunidades de aprendizado para os seres em evolução, e isto é o amor de Deus sendo derramado sobre cada um de nós.

Poderia ser chamada de Lei da Renovação ou da transformação, do aprendizado, das tentativas, da persistência e da dedicação.

Esta lei se mostra como uma ferramenta de evolução, esperança e oportunidade.

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