XXVIII UNIDADE - PENAS E GOZOS FUTUROS

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UNIDADE  28 – PENAS E GOZOS FUTUROS

1 - NADA – VIDA FUTURA

“Em todos os tempos, o homem se preocupou com seu futuro além-túmulo, e isso é muito natural”. ( L.E. perg. 958).

O “NADA” sempre foi uma idéia aterrorizante para o homem.

“Crer em Deus sem admitir uma vida futura, seria um contrassenso” (L.E. – comentários -  perg. 959).

A perspectiva do nada levou os existencialistas materialistas a definir a própria existência como uma ação angustiante. No auge, a morte é a destruição de todas conquistas materiais, intelectuais ou afetivas.

Também a perda da individualidade, após a morte, produz o mesmo efeito. O homem perde toda a razão de existir.

2 –  INTUIÇÃO DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

“A ideia que Deus nos dá, da sua justiça e da sua bondade, pela sabedoria das suas leis, não nos permite crer que o justo e o mal estejam num mesmo nível aos seus olhos” (L.E. perg. 962).

Temos um sentimento inato, como uma intuição, de justiça e consequentemente das penas e recompensas futuras.

Com o desenvolvimento espiritual, tornaremos essa intuição um conhecimento racional, onde leis naturais, portanto divinas, agem sobre a existência de todos.

3 –  INTERVENÇÃO DE DEUS NAS PENAS E RECOMPENSAS

“Deus tem suas leis que regulam todas as vossas ações; se as violais é vossa falta”. (L.E. perg 964).

Deus se ocupa, através de sua lei, com todos os seres que criou.  Assim, todas as nossas ações, por menores que sejam, estão sujeitas às essas leis.

4 –  NATUREZA DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

“Tudo na natureza, desde o grão de areia, canta, quer dizer, proclama o poder, a sabedoria e a bondade de Deus”. (L.E. perg. 969)

Nas perguntas 237 a 257, vimos como são as sensações dos espíritos na erraticidade. Assim podemos entender a felicidade dos bons espíritos: “ Conhecer todas as coisas, não ter ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que fazem a infelicidade dos homens. O amor que os une é para eles a fonte de uma suprema felicidade”. ( L.E. perg. 967)

É a ausência de necessidades materiais, consequentemente de prazeres materiais.

Isto não significa que os espíritos mais evoluídos estão em permanente contemplação, o que seria uma existência egoísta, numa “inutilidade sem fim”. Os espíritos aproveitam seus conhecimentos e inteligências para ajudar o progresso dos outros.

Já as infelicidades, são produtos do pensamento dos espíritos, presos às suas paixões ”materiais”, que lhe são impossíveis de realizarem. A sua própria consciência gera causas de martírio: julgam serem condenados para sempre, temem o “fogo eterno”, sentem culpas e remorsos, com a presença eterna de suas vítimas. Fazem lhes faltas os prazeres materiais e desejam, com intensidade, continuarem ligados à matéria.

Todo este suplício leva os espíritos à ansiarem por uma nova vida corpórea, onde poderão expiar sua faltas e procurarem fazer o bem que não fizeram.

...” e por todo o mal que resulta do bem que ele não fez” (L.E. perg 975).

Essas percepções, das naturezas das penas futuras, faz com que os homens tenham expectativas diferentes na forma de encarar a morte – com naturalidade, temor, indiferença e até mesmo com alegria.

Daí, a importância do Espiritismo: “A crença no espiritismo ajuda-nos a melhorar, fixando as ideias sobre certos pontos do futuro. Ele apressa o adiantamento dos indivíduos e das massas, porque permite conhecer o que seremos um dia; é um ponto de apoio, uma luz que nos guia. O Espiritismo ensina a suportar as provas com paciência e resignação.” (L.E. perg 982)

5 – PENAS TEMPORAIS

“É bem verdade que, quando a alma está reencarnada, as tribulações da vida são para ela um sofrimento”. (L.E. perg. 983).

As vicissitudes da vida são provas escolhidas por nós mesmos no estado de espírito, antes da reencarnação, ou impostos a nós pela necessidade de equilíbrio.

Os sofrimentos, em nossas existências, devem despertar nossas consciências para entendê-los como provas, experiências e também como impulsos para nossa transformação. Para os que procuram uma vida “numa calma perfeita”, os espíritos previnem: “Sabei bem que o Espírito não pode adquirir conhecimentos e se elevar, senão pela atividade; se adormece na inteligência, não avança”...

”Sabei bem, também, que cada um terá que prestar contas da inutilidade voluntária de sua existência; essa inutilidade é sempre fatal à felicidade futura”. ( L.E. perg. 988)

6 – EXPIAÇÃO E ARREPENDIMENTO

“Avançar, desde a vida presente, se se tem tempo de reparar as faltas.  Quando a consciência faz uma censura e mostra uma imperfeição, sempre se pode melhorar”. (L.E. perg. 992)

Mesmo os homens com o instinto do mal, terão o seu momento de arrependimento, porque todos devem progredir sem cessar: “e é por isso que ele renasce várias vezes”.

Sempre irá reconhecer suas faltas.

O arrependimento não pode estéril, fácil. – “O mal não é reparado senão pelo bem, e a reparação não tem nenhum mérito se não atinge o homem nem em seu orgulho, nem em seus interesses materiais”. (L.E. perg 1000)

7 –  DURAÇÃO DAS PENAS FUTURAS

“ Deus não criou seres para que sejam perpetuamente devotados do mal” (L.E. perg 1006).

Os espíritos afastam as ideias dos castigos eternos.

A lei da evolução leva, sempre, os espíritos a evoluírem. “Eternidade do castigo corresponde à eternidade do mal”.

O objetivo da evolução é - “gravitar para a unidade divina, tal é o destino da humanidade” -  para isso são necessários:  Justiça, Amor e Ciência.

8 – RESSURREIÇÃO DA CARNE

Há uma impossibilidade material na ressurreição da carne. – Só podemos entender a ideia como um símbolo da reencarnação.

9 – PARAÍSO, INFERNO E PURGATÓRIO

Também são imagens criadas, que representam estágios do mundo espiritual.

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